quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Coluna Gastronômica

A apresentação realizada na última aula de Redação sobre o tema Coluna Gastronômica, trouxe informações relevantes sobre um tema ainda não explorado pelos alunos de Relações Públicas.

Tanto a apresentação oral como a escrita, evidenciaram o perfil das palestrantes, como objetividade, clareza e desenvoltura, fundamentais para a compreensão dos alunos. Zelar pela comunicação verbal é um dever de todo comunicador e o grupo demonstrou esta valorização.

Encontramos muita dificuldade em criticar este trabalho, não identificamos erros da Língua Portuguesa, apenas algumas observações relacionadas abaixo:

“ A gente” e “ Nós”

Problema: na apresentação oral, foram utilizadas as duas formas em frases seguidas.

Observação: as duas formas estão corretas, porém recomenda-se a escolha por uma única forma. Lembrando que “Nós” é mais adequado nos textos e nas apresentações.

Termos Estrangeiros

Problema: na apresentação oral, os termos estrangeiros não foram pronunciados corretamente.

Observação: na comunicação verbal é importante que os termos estrangeiros sejam pronunciados adequadamente para que não comprometa o entendimento do conteúdo.

Importante: Há diferença entre nomes estrangeiros em textos sobre culinária e o Estrangeirismo.

No primeiro caso, está correto o emprego de termos estrangeiros sem limite de uso, porque a culinária é influenciada por outros países e não é usual traduzir os nomes de pratos culinários.

No segundo caso, o Estrangeirismo é um componente dos vícios de linguagem. É quando há o emprego de palavras e expressões diferentes ao idioma do país que passam por um processo natural de assimilação de cultura ou contingência geográfica. No Brasil, os estrangeirismos de maior frequência são os franceses, espanhóis, italianos e ingleses. Hoje os estrangeirismos estão sendo aceitos com mais facilidade, exceto aqueles comprovadamente desnecessários e sem muita repercussão.

Estamos finalizando as apresentações e além de parabenizar o grupo que realizou este trabalho de forma dinâmica, criativa e divertida, parabenizamos também os demais grupos que mesmo sem o conhecimento profundo sobre o assunto e sem a experiência de um professor, mostraram que são capazes de fazer muito bem aquilo que transcede as suas competências, o ato ensinar!

Edlaine, Karina Sliumb e Luciane Bianchi

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Resenha Crítica

RESENHA CRÍTICA
Na última sexta-feira dia 24/10, nos foi apresentado o tema Resenha Crítica. A apresentação no âmbito geral foi satisfatória para toda a sala, conseguimos um bom entendimento do assunto tratado, apesar da falta de recursos audiovisuais para maior interação.
O grupo mostrou conhecimento sobre o assunto, embora em determinados momentos retornarem um pouco ao assunto já tratado, somente para esclarecer ou dizer algo que haviam esquecido.
Ao longo da apresentação pudemos notar alguns erros, mas nada que o restante da sala já não tenha cometido e o “Blog Língua Afiada” já não tenha esclarecido, como o uso de gírias e do gerúndio.
As frases mal elaboradas transparecem o nervosismo como “orientar o consumo do consumidor...”

Já no conteúdo postado podemos observar mais alguns erros:

“...conhecedores desses assustos,”. Acreditamos que tenha ocorrido um erro de digitação por parte do grupo, porém para que o mesmo não ocorra devemos ler e reler o escrevemos.
“...esteja constituida por uma crítica...” Erro de acentuação, onde o correto é: constituída, pois trata-se de uma palavra paroxítona(onde a penúltima silaba é a mais forte)

Para nos auxiliar nas acentuações seguem algumas regrinhas:
Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/regras-de-acentuacao

Acentuamos os monossílabos tônicos terminados em:
a, as: lá, hás;
e, es: pé, mês;
o, os: pó, nós.
Acentua-se os oxítonos terminados em:
a, as: Pará, sofás;
e, es: jacaré, cafés;
o, os: avó, cipós;
em, ens: ninguém, armazéns.
As palavras oxítonas terminadas em i, is e u, us; somente serão acentuadas quando formarem hiatos: baú, açaí.
São acentuados os paroxítonos terminados em:
ão(s), ã(s): órfãos, órfãs
ei(s): jóquei, fáceis
i(s): júri, lápis
us: vírus
um, uns: álbum, álbuns
r: revólver
x: tórax
n / nos: hífen, prótons
l: fácil
ps: bíceps
ditongos crescentes seguidos ou não de S: ginásio, mágoa, áreas
São acentuados todos os proparoxítonos: cômodo, lâmpada.
Todos os ditongos abertos, independente da posição de tonicidade, são acentuados:
éi(s): assembléia, anéis
éu(s): chapéu, troféus
ói(s): heróico, heróis
São acentuados I e U, seguidos ou não de S, tônicos e que formam hiato: saúde, egoísmo, juiz, ruim.
Se o I destes casos vier seguido de NH não será acentuado - rainha, tainha
Acentua-se também as primeiras vogais dos hiatos oo e eem, se tônicos - vôo, crêem.
O U dos grupos gue, gui, que, qui se forem tônicos levarão acento: averigúe, averigúes, averigúem, apazigúe, apazigúes, apazigúem, obliqúe, obliqúes, obliqúem, argúi, argúis, argúem.

Camila Bernardes, Cristiane Santos, Evelyn Marques e Vivian Montier

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Editorial

Olá,

A apresentação sobre Editorial foi muito boa. O grupo mostrou-se seguro e com conhecimento adequado para falar sobre o assunto. Devido a falta dos equipamentos audiovisuais, foi possível acompanhar o tema com os kits fornecidos pelo grupo.

Durante a apresentação, notou-se poucos erros, como o uso excessivo da palavra "a gente", o emprego do plural e uso de gerúndio.

Vamos entender melhor o uso das palavras na construção das frases.

A gente ou agente?

A gente é uma forma popular de se referir à primeira pessoa do plural: nós.

Neste caso, as outras palavras devem seguir a concordância para o singular, mesmo que "a gente" expresse uma idéia coletiva e seja equivalente à primeira pessoa do plural: "nós".Sempre escreva "A gente fez", "A gente foi", "A gente comeu", e nunca "A gente fizemos", "A gente fomos", "A gente comemos".O plural será usado, se você usar a forma nós: "Nós fizemos", "Nós fomos", "Nós comemos", etc.

Já agente, é um substantivo, uma palavra que designa uma pessoa que exerce determinada atividade: agente de viagem, agente de serviço, etc, com outros sentidos possíveis também.


Gerúndio

O gerúndio é uma forma verbal que indica uma ação que está em andamento, algo que não está completo. Essa forma verbal sempre é formada pela partícula –ndo unida ao verbo.
Exemplos: Eu vou estar confirmando os dados. Você está sendo redirecionado.
O gerúndio pode ser utilizado com outros verbos ou sozinho, quando adquire a função de advérbio: Ex: Fazendo assim, vai ser fácil. (Gerúndio com função de advérbio).
A grande questão ligada ao uso do gerúndio é que esta forma verbal é amplamente usada de forma incorreta, principalmente em serviços de telemarketing e atendimento ao consumidor. Todos nós já nos deparamos com situações nas quais um atendente de uma empresa usa o gerúndio de forma abusiva: “O senhor pode estar respondendo a um questionário?”; “Nossa empresa vai estar lhe informando”, etc.
O gerúndio é corretamente usado quando transmite a idéia de movimento, progressão, duração, continuidade. Alguns casos em que o gerúndio é empregado corretamente:
- “Em virtude do atraso, estaremos recebendo o pagamento em conta corrente nos dias 08 e 09 de setembro”
- “O que você vai fazer durante o fim de semana? Vai estar viajando?”
- “Ele está fazendo a prova agora.”

Plural dos nomes terminados em -ão

Por razões etimológicas, os nomes terminados em -ão passam para o plural de três maneiras em português: com final em -ãos, -ães e -ões. Os substantivos e adjetivos com a terminação "-ão" no singular podem apresentar, no plural, uma daquelas formas, duas ou ainda as três. Vejamos alguns exemplos dessas ocorrências:


Uma só forma-ãos (plural de acordo com a regra geral): cidadão/cidadãos, cristão/cristãos, mão/mãos -ães: capitão/capitães, pão/pães, tabelião/tabeliães-ões: bastão/bastões, cordão/cordões, limão/limões (Este grupo constitui maioria e nele estão incluídos todos os aumentativos: bonitão/bonitões, paredão/paredões, vozeirão/vozeirões.)


Duas formas-ães e -ãos: refrão/refrães e refrãos, sacristão/sacristães e sacristãos-ães e -ões: guardião/guardiães e guardiões, alazão/alazães e alazões, deão/deães e deões-ãos e -ões: verão/verãos e verões, vilão/vilãos e vilões, corrimão/corrimãos e corrimões


Três formas-ãos, -ães e -ões: anão/anãos, anães e anões; ancião/anciãos, anciães e anciões; ermitão/ermitãos, ermitães e ermitões

É oportuno ressaltar que a tendência dos falantes é a preferência pelo plural em "-ões". Essas considerações valem para os nomes em que a terminação "-ão" situa-se na sílaba tônica, caso de todos os exemplos acima. Contudo, o plural dos nomes em que ela se localiza na sílaba átona efetua-se de acordo com a regra geral da flexão de número dos substantivos e adjetivos: com acréscimo do morfema -s. Assim: acórdão/acórdãos, sótão/sótãos, bênção/bênçãos. Enfim, não existe regra completa para orientar o usuário comum da língua no emprego do plural correto. Além das formas consagradas e de fácil memorização, o esclarecimento acerca das que suscitam dúvida deve ser buscado nas obras especializadas: gramáticas e dicionários.

Luciane Souza e Vânia Lopes

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Leitor Crítico / Coluna Social

Durante a apresentação oral, percebemos os vícios de linguagem, como é e né, que não são exclusivos do grupo, talvez por motivo da ansiedade. No mais gostamos bastante da apresentação, que nos surpreendeu pela falta de exemplos (erros), nesse caso, muito positivo, porque mostra que vieram para aprender e fizeram a lição de casa nesses três anos de ambiente acadêmico. Ou será que nós deixamos de fazer as nossas? Vamos deixar que o professor esclareça nossa dúvida!
Utilizando os conceitos de objetividade, concisão, coerência e precisão notamos que o texto poderia ser melhorado para uma leitura mais agradável.
Retiramos alguns exemplos do conteúdo postado, no blog do blá, e em seguida deixamos nossas sugestões.

Exemplo:
Nos jornais do século XIX, tudo que não era notícia era diagramado em uma única coluna vertical.
Sugestão:
Nos jornais do século XIX, tudo que não era notícia diagramava-se em uma única coluna vertical.



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Exemplo:
Costuma trazer notas e fotos sobre tais personalidades, envolvendo quase todos os tipos de assuntos que os envolvem com uma linguagem mais informal, cômica, que desperte o interesse, porém isso varia de acordo com o autor que assina.

Sugestão:
Costuma trazer notas e fotos sobre tais personalidades, relatando quase todos os tipos de assuntos que os envolvem com uma linguagem mais informal e cômica, que desperte o interesse. Isso varia de acordo com o autor que assina.



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Exemplo:
O colunista é o profissional responsável que trabalha escrevendo regularmente para um ou mais veículos de comunicação, produzindo textos. Para ser colunista, não precisa necessariamente ser jornalista, ou seja, ser bacharel em jornalismo, desde que o profissional seja capaz de escrever bem e consiga repercussão.
Sugestão:
O colunista é o profissional que escreve regularmente para um ou mais veículos de comunicação. Para ser colunista, não precisa necessariamente ser jornalista. É necessário que o profissional escreva bem e consiga repercussão.



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Principalmente quando estamos à procura de emprego, nos deparamos dentre infinitas exigências. Entre elas se destaca a boa redação.
Nossa dica, é além de ter o auxílio de dicionários, manuais de redação e livros de gramática, a leitura de livros, revistas e jornais dos mais diversos gêneros e seguimentos, é a melhor pedida para a prática da boa redação, tão exigida de nós alunos e futuros profissionais.
Não só na apresentação, mas também na parte escrita, o grupo acertou!
Segue alguns exemplos.

Maior/Mais

Exemplo:
Atualmente, os colunistas têm recebido maior destaque do que as próprias colunas, o que acaba proporcionando-lhes uma liberdade maior para a escolha de qualquer tema.
Sugestão:
Atualmente, os colunistas têm recebido maior destaque do que as próprias colunas, o que acaba proporcionando-lhes maior liberdade para a escolha de qualquer tema.
Justificativa:
Parabéns grupo!
De acordo com nossa pesquisa, há diferença entre mais e maior quando colocados antes de substantivo. Utiliza-se mais para palavras ou expressões que indiquem quantidade, exemplo: População pede mais escolas. / Municípios exigem mais recursos. Utiliza-se maior para os casos que indiquem intensidade, exemplo: Maior prazo para compras. / Ator espera obter maior êxito.

Uso da vírgula

Exemplo:
Coluna Social, normalmente é criticada, por ser um trabalho que muitas vezes quebra a privacidade de uma ou várias pessoas (...).
Sugestão:
Coluna Social, normalmente, é criticada por ser um trabalho que muitas vezes quebra a privacidade de uma ou várias pessoas (...).
Justificativa:
Não separa o sujeito (quem pratica a ação) do predicado (ação praticada). E na sugestão utilizamos a vírgula para isolar o aposto.



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Bibliografia:
Manual de Redação de O Estado de S.Paulo, Eduardo Martins.
Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa, editora Scipione. 5º edição.
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Neologismo

Foi ótima a apresentação do grupo, abordaram o tema de uma forma solta, descontraída.
Além do domínio sobre o tema coluna social, o grupo falou sobre algo que é muito presente no nosso dia a dia e que, muitos de nós, acreditamos, não sabiam: o Neologismo.
E por isso sobre isso que resolvemos nos aprofundar pouco mais.

O grupo definiu muito bem o neologismo: “ O neologismo tem como definição ser um processo de criação de novas palavras na língua, ampliando o vocabulário ou de dar às palavras que já existem novos sentidos.”

A maioria dos autores classificação o neologismo em dois:

· Neologismo léxico: aquisição de uma nova palavra no vocabulário da língua.
· Neologismo Semântico: empréstimo de um novo sentido a uma palavra já existente.

Mas podemos encontrar por aí outras classificações para o neologismo:

Neologismo na Internet

Hoje em dia é impensável um mundo sem internet, msn, orkut. A rapidez com que ás vezes temos que nos comunicar contribui para o surgimento de muitos neologismos na internet, por exemplo: rs ( risada), vc (você), tbm (também), blz (beleza), etc

Neologismo Literário

Os escritores criam palavras novas ou dão novos significados às palavras já existentes, no entanto, esse artifício é usado somente para fins puramente literários ou artísticos. Exemplo:
Necrotério – criação de Taunay, grande romancista brasileiro. Construção onde se depositam os cadáveres; local onde os cadáveres são expostos para identificação; lugar onde jazem os cadáveres que vão ser autopsiados. Esta palavra foi criada para substituir o francesismo morge.
Neologismos científicos ou técnicos

Referente ás nomenclaturas das ciências novas: os nomes das máquinas, aparelhos, invenções, a linguagem da Química, da Eletrodinâmica, da Telegrafia, da Radiotelegrafia, da Aviação. Exemplo:

Aeromoça – tripulante que nos aviões serve as refeições aos passageiros e lhes presta outros serviços.

Neologismo popular

Gato - S.M. Ligação clandestina de eletricidade. Ex. No morro da Rocinha, a maior favela da América Latina, a maioria dos barracos tem a sua energia elétrica sustentada por gatos.
Neologismo completo
Este nome refere-se ao neologismo que é a criação quanto à forma, e criação quanto ao sentido. Exemplo:

Microfone - relaciona-se somente ao dispositivo que, no posto transmissor, capta o som que vai ser levado aos receptores através de ondas hertzianas.

Neologismo incompleto

Assim denominam-se os vocábulos já existentes na língua que tomaram novas significações.
Exemplo:
Papudo - Adj. Aquele que tem papo grande. Atualmente aplicado ao individuo fanfarrão, gabola.

Neologismo estrangeiro

São palavras que adotamos de outras línguas por nos faltarem vernáculas; a tendência mais comum é a de escrevê-las de maneira aportuguesada. Exemplos:

Carpete – S.M. Do inglês carpet; tapete que reveste inteiramente um cômodo, em geral afixado ou colado ao chão.
Bife – S.M. Posta de carne de vaca, do inglês beef.


Notamos então que é muito comum uso de neologismos não só na construção dos textos das colunas sociais como também no nosso dia a dia.

E por que isso acontece?

Acreditamos que fenômenos como este ocorrem devido à dinâmica na nossa língua, que está sempre em transformação. Temos constante necessidade de expressar com exatidão novos fatos, novas descobertas, além disso, algumas palavras deixam de ser usadas e se tornam velhas, ultrapassadas, outras mudam o significado ou adquirem novas interpretações.
A principal causa para o uso da neologia é a nossa necessidade de expressão.
O neologismo é muito bom para Língua Portuguesa, pois contribui para o enriquecimento e evolução do idioma.

Segue aqui algumas manifestações de importantes escritores a esse respeito:

"Criar termos necessários para exprimir os inventos recentes, assimilar-se aqueles que, embora oriundos de línguas diversas, sejam indispensáveis, e sobretudo explorar as próprias fontes, veios preciosos onde talvez ficaram esquecidas muitas pedras finas, essa é a missão das línguas cultas e seu verdadeiro classicismo."José de Alencar

"Neologismo"
Beijo pouco, falo menos ainda
Mas, invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo;
Teadoro, Teodora.
Manuel Bandeira

Neologismo é um dos instrumentos de renovação da língua, contudo, vale lembrar que a língua tem sua estrutura própria, sua gramática, sua maneira de expressar-se e outros aspectos que devem ser observados.



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Obrigada pela leitura desta crítica construtiva. Escreva seus comentários sobre o conteúdo para aprendermos mais, e mais ...

Daniele Coelho, Eliana Nogueira e Jessica Santos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Quadrinhos

O português do Brasil

Bom, o que dizer de uma apresentação como foi a das meninas que assistimos na última sexta-feira (19/09)? Apenas que não nos restaram dúvidas quando ao tema tratado. Em relação ao que foi dito sentimos muita segurança na fala e quase não houve erros.

Mesmo assim, optamos por uma assunto que estará em alta no ano que vem, a partir de 1º de janeiro de 2009 (
jc.uol.com.br/2008/08/18/not_177397.php), entrará em vigor as novas regras de Língua Portuguesa descritos por Marília Mendes.

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Alfabeto
O alfabeto é agora formado por 26 letras
O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto.
Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano



Trema
Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano
agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça
aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.



Acentuação
Ditongos abertos (ei, OI) não são mais acentuados em palavras paroxítonas
assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico
Obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

O hiato 'oo' não é mais acentuado
enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo
enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo
O hiato 'ee' não é mais acentuado
crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem
creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem

Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas
pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo) , pêra (substantivo) , péra (substantivo) , pólo (substantivo)
para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo) , pera (substantivo) , pera (substantivo) , polo (substantivo)
Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar DA preposição 'por'

Não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'I (gue, que, GUI, qui)
argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe
argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique
Não se acentua mais 'I e 'u' tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo
baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme
baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume



Hífen
O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas
ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentaçã o, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível
antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentaçã o, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível
Obs: em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicaçã o, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicaçã o, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.
Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.
Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.
antiibérico, antiinflamató rio, antiinflacioná rio, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico
anti-ibérico, anti-inflamató rio, anti-inflacioná rio, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico
obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen
obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal 'o', NÃO utliza-se hífen.

Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição
manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento
mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento
Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgiã o, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

O uso do hífen permanece. Exemplos:
Em palavras formadas por prefixos 'ex', 'vice', 'soto'
ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
Em palavras formadas por prefixos 'circum' e 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N
pan-americano, circum-navegaçã o
Em palavras formadas com prefixos 'pré', 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio
pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
Em palavras formadas pelas palavras 'além', 'aquém', 'recém', 'sem'
além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto

Não existe mais hífen. Exemplos
Exceções
Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais)
cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.
água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa


Regionalismo, Metáforas e Metonímias

Outro assunto que pode ser tratado conforme o que foi exposto pelas meninas são a utilização de regionalização de expressões lingüísticas, metáforas e metonímias em histórias em quadrinho, mas afinal o que é isso?
Há um estudo publicado por Arilda Riani (www.filologia.org.br/viiifelin/24.htm), que diz que “cada nação tem seus usos e costumes transmitidos pela linguagem, que interage social e culturalmente sobre os seus indivíduos. Cada língua representa também as peculiaridades do seu povo, a internalização da sua cultura e a maneira original da representação do mundo que ele conhece”. No Brasil, o regionalismo aparece em várias regiões: sul, norte, nordeste, sudeste, cada uma com um sotaque diferente. Este regionalismo dá-se ao tamanho do Brasil, no qual se torna impossível controlar as regionalidade de cada povo. Para Arilda a marca da identidade cultural do brasileiro está “cordialidade” de sua fala, que tanto pode ser encontrada nas questões pronominais, na atenuação das formas imperativas e na linguagem irreverente sempre guiada por nossas ações emotivas. Nos quadrinhos, o melhor representante desta categoria, sem dúvida é o Chico Bento da Turma da Mônica, criado pelo Mauricio de Souza.
Quanto as metáforas e as metonímias, no site do PEAD - Universidade Federal do Rio de Janeiro (acd.ufrj.br/~pead/tema11/ponto13.html) encontramos as seguintes explicações:

Metáfora é a alteração do sentido de uma palavra ou expressão quando entre o sentido que o termo tem e o que ele adquire existe uma intersecção.
Ex: A urbanização de São Paulo está sendo feita de maneira criminosa, porque está destruindo os pulmões da cidade.
Neste caso, pulmões são as árvores da cidade, representadas como pulmões na frase acima.

Metonímia é a alteração do sentido de uma palavra ou expressão quando entre o sentido que o termo tem e o que adquire existe uma relação de inclusão ou de implicação.
Ex: As chaminés deveriam ir para fora da cidade de São Paulo.
Aqui, as chaminés são as fabricas de São Paulo.

A metonímia distingue-se da metáfora, pois esta se baseia numa intersecção de traços significativos, diferente da metonímia que se fundamenta em relações de inclusão e de implicação. Ambas muito usadas em histórias de quadrinhos.

O que é mais importante um RP saber, é que quando lidamos públicos de diferentes localidades, temos que nos atentar as linguagens regionais e ao uso de brincadeiras de linguagem, estas devem ser entendidas por qualquer leitor para que a mensagem tenha o feito que tanto esperamos: ser compreendida e absorvida. Quando lidamos, por exemplo com uma grande empresa e com filiais em várias partes do Brasil, a história em quadrinho pode ser veículo para a transmissão de uma mensagem de entendimento nacional.

Aline, Camila Amaral e Madeleine.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Artigo de Opinião

A apresentação sobre “Artigo de opinião”, realizada pelo trio - Carol, Letycia e Silas - foi bem estruturada, pois teve domínio do conteúdo e foi adequada à proposta da disciplina.
Porém, falhas na apresentação oral poderiam ter sido evitadas para melhor desempenho do grupo. De uma forma geral, identificamos vícios de linguagem, gírias, gerundismo e alguns erros de concordância.

1. VÍCIOS DE LINGUAGEM E GÍRIAS


Durante a apresentação foram utilizadas com freqüência palavras como “tá”, “né”, “certo”, “entendeu”, etc.
Vícios de linguagem são palavras ou construções que deturpam, desvirtuam ou dificultam a manifestação do pensamento, seja pelo desconhecimento das normas cultas, seja pelo descuido do emissor.


Plebeísmo
O
plebeísmo normalmente utiliza palavras de baixo calão, gírias e outras deste mesmo tipo. Exemplos:
"Ele era um tremendo mané!"
"Tô ferrado!"
"Tá ligado nas quebradas, meu chapa?"

2. USO DO GERÚNDIO


Utilização incorreta na aula / forma correta
“... vou tá passando para vocês.” - “Passarei para vocês.” ou “Vou passar para vocês.”.
“... vai tá terminando – “Terminará.” ou “Irá terminar”.
“... vai tá desmembrando o assunto” – “Desmembrará o assunto.” ou “Vai desmembrar.”.


Não devemos usar o gerúndio para reforçar a idéia de progressividade no futuro.
É um problema o emprego do gerúndio, tanto que alguns escritores evitam empregá-lo. Ele constitui uma oração subordinada adverbial e, de certo modo, uma função adjetiva. Para ser bem empregado, o gerúndio deve estar o mais perto possível do sujeito ao qual se refere.
Exemplo: Vi teu filho nadando.
Nadando, vi teu filho. (o sentido é diferente)


O gerúndio traz vários significados diferentes. Abaixo alguns exemplos:


» Gerúndio modal: Chegou alegrando o ambiente.


» Gerúndio temporal: Indica contemporaneidade entre a ação expressa pelo verbo principal e o gerúndio: Vi Henrique conversando.


» Gerúndio durativo: Ficou escrevendo seu livro.


» Gerúndio cuja ação é imediatamente anterior à do verbo principal: Estudando, passou no vestibular em primeiro lugar.


» Gerúndio concessivo: Chovendo, não iria à festa.


» Gerúndio explicativo: Vendo que a suspensão não funcionava, o piloto chamou o mecânico.



3. COMUNICAÇÃO VERBAL


De maneira geral, sugerimos, não só para o trio analisado, mas para toda a sala, que leiam as dicas abaixo, para que possamos evoluir nas apresentações.
Evitar:

- Falar muito baixo ou muito alto;

- Pronunciar mal as palavras;

- Falar muito depressa ou muito devagar;

- Não pronunciar corretamente os termos estrangeiros;

- Utilizar vícios de linguagem: tá?, Né?, OK?, Certo?, Entendeu? Percebe? É isso aí!, Tipo assim..., a gente ...., acho que....;

- Falar de forma robotizada;

- Cometer erros gramaticais;

- Comer os "esses" e "erres";

- Falar de forma estridente;

- Pronunciar as palavras atropeladamente;

- Falar em tom monocórdico;

- Ser prolixo ou monossilábico;

- Coordenar as idéias de forma inadequada;

- Exprimir-se sem objetividade e clareza;

- Fazer uso de termos técnicos para público leigo;

- Não considerar o momento, local e meio mais oportuno para transmitir a mensagem;

- Respirar mal;

- Utilizar argumentos inconsistentes;

- Perder-se no exagero de detalhes;

- Diminuir o volume da voz nos finais das frases;

- Não utilizar bem a pontuação;

- Não enfatizar as idéias principais;

- Abusar do excesso de citações;

- Usar vocabulário inadequado;

- Organizar mal a apresentação;

- Falar com voz áspera de gutural;

- Estruturar mal as idéias.


Conteúdo nos sites:
http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADcios_de_Linguagem
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/linguaportuguesa/morfologia/verbos-gerundio.htm
http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2079
http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/josebferraz/dicasportugues004.asp
http://www.eunicemendes.com.br/art_oquenaofazer.html


No conteúdo sobre Artigo de Opinião escrito no Blog do Blá, destacamos alguns trechos que podem ser melhorados:


1. Uso da pontuação


“Existem diversas maneiras de se elaborar a introdução de um artigo de opinião são alguns modelos sugestivos, e não regras...”.
Neste caso, utilizaríamos o texto da seguinte forma:
“Existem diversas maneiras de se elaborar a introdução de um artigo de opinião. Não há regras, e sim alguns modelos sugestivos...”.


2. Atenção na hora de digitar textos


“Quanto mais experiente for o escritor, mais naturalmente será laborada cada uma das partes do seu artigo.”
A palavra correta seria “elaborada”.

Parabenizamos o trio pela apresentação e pelo conteúdo compartilhado com a sala na última aula.


Abraços,


Claudia, Giselli e Viviane.




segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Textos Humorísticos



Cômico de situação: Reproduz cena real do cotidiano.

Conhecimento prévio: Diante deste cenário, a mãe possui o conhecimento que o filho não tem como se mudar para Marte.




Conhecimento prévio: Todos conhecem a história da Mônica e do Cebolinha.
Cômico de cárater: um dos personagens possui forte personalidade.


Intertextualidade

Grosso modo, pode-se definir a intertextualidade como sendo um "diálogo" entre textos. Esse diálogo pressupõe um universo cultural muito amplo e complexo, pois implica na identificação e no reconhecimento de remissões a obras ou a trechos mais ou menos conhecidos. Dependendo da situação, a intertextualidade tem funções diferentes que dependem dos textos/ contextos em que ela é inserida.
Evidentemente, o fenômeno da intertextualidade está ligado ao "conhecimento de mundo", que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao produtor e ao receptor de textos.
O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento,não se restringindo única e exclusivamente a textos literários.

Tipos de intertextualidade

Pode-se destacar oito tipos de intertextualidade:

Epígrafe - constitui uma escrita introdutória a outra.
Em literatura, epígrafe é um título ou frase curta, que, colocado no início de uma obra, serve como tema ou assunto para resumir ou introduzir a mesma.

Exemplo de epígrafe:

"[...] nada é fixo para aquele que alternadamente pensa e sonha [...]"

Gaston Bachelard

Citação -. Segundo a norma NBR 10520:2002, elaborada pelo Comitê Técnico 014 (Informação e Documentação) da Associação Brasileira de Normas Técnicas, citação numa produção textual é a "Menção de uma informação extraída de outra fonte", tais como (livros, periódicos, vídeos, sites e etc).
As citações na produção textual são feitas para apoiar uma hipótese, sustentar uma idéia ou ilustrar um raciocínio. Sua função é oferecer ao leitor o respaldo necessário para que ele possa comprovar a veracidade das informações fornecidas e possibilitar o seu aprofundamento..

Citação direta

A citação direta refere-se à transcrição integral de uma parte do texto pesquisado. Essa transcrição literal deverá ser apresentada entre "aspas", (se for até 3 linhas, caso contrário, aparecerá recuada 4 cm da margem esquerda, utilizando-se fonte menor e espaçamento simples) seguida do sobrenome do autor, ano da publicação, sendo indispensável indicar o número da página de onde foi extraída a transcrição.
Exemplo:

Segundo Vieira (1998, p.5) o valor da informação está "diretamente ligado à maneira como ela ajuda os tomadores de decisões a atingirem as metas da organização".

Ou

Segundo Vieira, o valor da informação está "diretamente ligado à maneira como ela ajuda os tomadores de decisões a atingirem as metas da organização". (2)

Outra variação é quando o sobrenome é colocado entre parênteses juntamente com o ano e página; neste caso, porém, o sobrenome aparece todo com letras maiúsculas. Exemplo:
O valor da informação está "diretamente ligado à maneira como ela ajuda os tomadores de decisões a atingirem as metas da organização" (VIEIRA, 1998, p.5).

Citação indireta

É a transcrição das idéias do autor consultado, porém usando as suas palavras, ou seja, parafraseando. A idéia expressa continua sendo de autoria do autor que você consultou, por isso, é necessário citar a fonte: dar crédito ao autor da idéias, sendo desnecessário indicar o número da página de onde a idéia foi extraída.
Exemplo:

O valor da informação está relacionado com o poder de ajuda aos tomadores de decisões a atingirem os objetivos da empresa (FRUTAO, 1998).

Uso em excesso

O uso excessivo de citações em teses e artigos acadêmicos prejudica a criação de conhecimento novo, é o que afirma Augusto de Franco[1] (Coordenador-geral da Agência de Educação para o Desenvolvimento) . Isto se daria pelo fato de ao utilizar as citações de outros autores para legitimar o seu conteúdo, o escritor estaria deixando de lado a sua própria capacidade de argumentação, o que termina favorecendo a cópia de conhecimentos já consolidados ao invés de criar novos.

Paráfrase - consiste em, reescrever com suas palavras as idéias centrais de um texto. Consiste em um excelente exercício de redação, uma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza e precisão vocabular. A paráfrase mantém o sentido do texto original.

Exemplo de paráfrase

Texto Original

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

Paráfrase

Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra...
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).

Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas idéias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal.

Paródia - é uma imitação, na maioria das vezes cômica, de uma composição literária, (também existem paródias de filmes), sendo portanto, uma imitação que geralmente possui efeito cômico, utilizando a ironia e o deboche. Ela geralmente é parecida com a obra de origem, e quase sempre tem sentidos diferentes. Na literatura a paródia é um processo de intertextualização, com a finalidade de desconstruir um texto.

Exemplos de Paródia

"*Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá."
(Canção do exílio - Gonçalves Dias)

A paródia de Oswald de Andrade:

"Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
Reparem que "palmares", na verdade trata-se do Quilombo dos Palmares, ou seja, a expressão do nacionalismo crítico do movimento modernista.

Pastiche - é definido como obra literária ou artística em que se imita grosseiramente o estilo de outros escritores, pintores, músicos, etc. O pastiche pode ser plágio, por isso tem sentido pejorativo, ou é uma recorrência a um gênero. Modernamente, o pastiche pode ser visto como uma espécie de colagem ou montagem, tornando-se uma paródia em série ou colcha de retalhos de vários textos. No trecho abaixo, Machado de Assis, em seu conto "O cônego ou a metafisíca do estilo", faz um pastiche bíblico:

· Vem do Líbano, esposa minha, vem do Líbano, vem... As mandrágoras deram o seu cheiro. Temos as nossas portas toda a casta de pombos...”

·"eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que se encontrardes com meu amado, lhe façais saber que estou enferma de amor... "

Era assim, com essas melodia do velho drama de Judá, que procuravam um ao outro na cabeça do cônego Matias um substantivo e um adjetivo... Não me interrompas, leitor precipitado.(...)

Tradução - é uma atividade que abrange a interpretação do significado de um texto em uma língua — o texto fonte — e a produção de um novo texto em outra língua mas que exprima o texto original da forma mais exata possível na língua destino; O texto resultante também se chama tradução. E faz parte da Intertextualidade porque implica em recriação de um texto.

Exemplo de tradução

Once upon a midnight dreary, while i ponde-red
weak ande weary
Over many a quaint and curious volume of for-got-
tem lore, while i modded, neraly napping, su-ddenly
there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at may
chamber door
Only this and nothing more.
(Edgar A. Poe)

Tradução

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
‘Uma visita’ eu me disse, ‘está batendo a meus umbrais
E só isto, e nada mais.

Referência
Dentre os diversos tipos de referência destacaremos a bibliográfica.

Referência bibliográfica ou citação bibliográfica (não confundir com citação) é um conjunto de elementos de uma obra escrita (como título, autor, editora, local de publicação e outras) que permite a sua identificação.
A um conjunto de referências bibliográficas, normalmente apresentadas no final de uma obra, dá-se o nome de Bibliografia (sendo igualmente correcto manter a designação "referências bibliográficas" ou apenas "referências".)

Exemplo de referência bibliográfica

Referências
SANT’ANNA, Affonso Romano de. Paródia, paráfrase & Cia, 7.ed. São Paulo: Ática, 2000.
Referências bibliográficas:
Site acessado em 07/09/2008 às 15:40
Site acessado em 07/09/2008 às 15:52
Alunas do 6º sem. de RP: Josiane Andrade, Silmara Potomatti e Talita Freitas