terça-feira, 21 de outubro de 2008

Editorial

Olá,

A apresentação sobre Editorial foi muito boa. O grupo mostrou-se seguro e com conhecimento adequado para falar sobre o assunto. Devido a falta dos equipamentos audiovisuais, foi possível acompanhar o tema com os kits fornecidos pelo grupo.

Durante a apresentação, notou-se poucos erros, como o uso excessivo da palavra "a gente", o emprego do plural e uso de gerúndio.

Vamos entender melhor o uso das palavras na construção das frases.

A gente ou agente?

A gente é uma forma popular de se referir à primeira pessoa do plural: nós.

Neste caso, as outras palavras devem seguir a concordância para o singular, mesmo que "a gente" expresse uma idéia coletiva e seja equivalente à primeira pessoa do plural: "nós".Sempre escreva "A gente fez", "A gente foi", "A gente comeu", e nunca "A gente fizemos", "A gente fomos", "A gente comemos".O plural será usado, se você usar a forma nós: "Nós fizemos", "Nós fomos", "Nós comemos", etc.

Já agente, é um substantivo, uma palavra que designa uma pessoa que exerce determinada atividade: agente de viagem, agente de serviço, etc, com outros sentidos possíveis também.


Gerúndio

O gerúndio é uma forma verbal que indica uma ação que está em andamento, algo que não está completo. Essa forma verbal sempre é formada pela partícula –ndo unida ao verbo.
Exemplos: Eu vou estar confirmando os dados. Você está sendo redirecionado.
O gerúndio pode ser utilizado com outros verbos ou sozinho, quando adquire a função de advérbio: Ex: Fazendo assim, vai ser fácil. (Gerúndio com função de advérbio).
A grande questão ligada ao uso do gerúndio é que esta forma verbal é amplamente usada de forma incorreta, principalmente em serviços de telemarketing e atendimento ao consumidor. Todos nós já nos deparamos com situações nas quais um atendente de uma empresa usa o gerúndio de forma abusiva: “O senhor pode estar respondendo a um questionário?”; “Nossa empresa vai estar lhe informando”, etc.
O gerúndio é corretamente usado quando transmite a idéia de movimento, progressão, duração, continuidade. Alguns casos em que o gerúndio é empregado corretamente:
- “Em virtude do atraso, estaremos recebendo o pagamento em conta corrente nos dias 08 e 09 de setembro”
- “O que você vai fazer durante o fim de semana? Vai estar viajando?”
- “Ele está fazendo a prova agora.”

Plural dos nomes terminados em -ão

Por razões etimológicas, os nomes terminados em -ão passam para o plural de três maneiras em português: com final em -ãos, -ães e -ões. Os substantivos e adjetivos com a terminação "-ão" no singular podem apresentar, no plural, uma daquelas formas, duas ou ainda as três. Vejamos alguns exemplos dessas ocorrências:


Uma só forma-ãos (plural de acordo com a regra geral): cidadão/cidadãos, cristão/cristãos, mão/mãos -ães: capitão/capitães, pão/pães, tabelião/tabeliães-ões: bastão/bastões, cordão/cordões, limão/limões (Este grupo constitui maioria e nele estão incluídos todos os aumentativos: bonitão/bonitões, paredão/paredões, vozeirão/vozeirões.)


Duas formas-ães e -ãos: refrão/refrães e refrãos, sacristão/sacristães e sacristãos-ães e -ões: guardião/guardiães e guardiões, alazão/alazães e alazões, deão/deães e deões-ãos e -ões: verão/verãos e verões, vilão/vilãos e vilões, corrimão/corrimãos e corrimões


Três formas-ãos, -ães e -ões: anão/anãos, anães e anões; ancião/anciãos, anciães e anciões; ermitão/ermitãos, ermitães e ermitões

É oportuno ressaltar que a tendência dos falantes é a preferência pelo plural em "-ões". Essas considerações valem para os nomes em que a terminação "-ão" situa-se na sílaba tônica, caso de todos os exemplos acima. Contudo, o plural dos nomes em que ela se localiza na sílaba átona efetua-se de acordo com a regra geral da flexão de número dos substantivos e adjetivos: com acréscimo do morfema -s. Assim: acórdão/acórdãos, sótão/sótãos, bênção/bênçãos. Enfim, não existe regra completa para orientar o usuário comum da língua no emprego do plural correto. Além das formas consagradas e de fácil memorização, o esclarecimento acerca das que suscitam dúvida deve ser buscado nas obras especializadas: gramáticas e dicionários.

Luciane Souza e Vânia Lopes

Um comentário:

Anônimo disse...

Assuntos importantes para qualquer usuário da língua portuguesa.

Ressalvo a forma e a falta de autocrítica.

Sobre os plurais em "ão" já conversamos em sala. Não vou ficar me repetindo.

No caso do gerúndio, vocês criticam o "estarismo" (não o gerundismo)dos agentes de telemarketing e usam os exemplos deles. É contraditório.

E, ainda, cometem erros de concordância ("Durante a apresentação, notou-se poucos erros") e de pontuação ("Já agente, é um substantivo").

Por onde anda a gramática do leitor crítico?

Abraço.

Roberto.