domingo, 17 de agosto de 2008

Bem vindos ao Blog Língua Afiada

“O que é um bom texto para você? Uma página, duas, três com começo, meio e fim? Pode ser, mas obrigatoriamente tem de transmitir com clareza uma mensagem entendida pelo autor e pelos leitores, pois se apenas o autor entender, não há comunicação”.




Professora Maria Rita Quintella é formada em Letras pela PUCRS.


Consideramos o texto da apresentação do Ombudsman uma boa parte dele claro e objetivo, vimos alguns erros de acentuação, nada que prejudicasse o texto como um todo.

O tópico – Histórico

“... Logo a seguir foram criados os Ombudsman dos presídios, representados os presos, o das minorias raciais e mais adiante, já no início de 1900 o dos consumidores”.
Essa frase não ficou clara, uma sugestão:

“... Os presos representados pelos Ombudsman que foram criados nos presídios, também houveram outros representantes das minorias raciais e mais adiante, já no inicio de 1900 o dos consumidores”.

O tópico – No Brasil

Para facilitar a visualização poderia ser elaborado dessa forma:

1985 a função foi iniciada pela Rhodia sendo representada por Maria Lúcia Zülzke.

Em 1991, surgiu o 1º Ombudsman da imprensa brasileira, o jornalista Caio Túlio Costa.

1993 Vera Giangrande, profissional de Relações Públicas e importante Ombudsman brasileira no varejo, que consolidou a função, frente ao Grupo Pão de Açúcar.

O tópico - Principais Características

O USO DO HÍFEN

Emprega-se o hífen nos compostos iniciados pelos prefixos gregos e latinos ante-, anti-, auto-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pan-, pós-, pré-, pró-, semi-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, e com os prefixos tônicos acentuados graficamente pós-, pré-, pró-, quando o segundo elemento tem vida á parte.
Exemplos:
Pós-operatório, pré-escolar, pró-europeu.

ACENTO AGUDO

Acento agudo (´) – colocado sobre as letras a, i, u e sobre o, indica que essas letras representam as vogais das sílabas tônicas: Amapá, saída, fúnebre, porém; sobre as letras e e o, indica que representam as vogais tônicas com timbre aberto: médico, herói.
Monossílabos tônicos terminados em a, e, o (seguidos ou não de s) pá, pé, pó, pás, pés, pós, lê, vê, dê, hás, crês.

Percebemos falta do acento agudo e do hífen na palavra “Pró-atividade”, quando foi apresentado o seminário na sala de aula e corrigido na postagem para o blog.

O tópico – Habilitação

“... Ele soma a sua missão de facilitador aquela de catalisador da mudança.”
Neste caso, aquela não tem crase pelo artigo ter sido colocado no começo da frase, ou ficaria assim:
Ele soma sua missão de facilitador àquela de catalisador da mudança.

CRASE

Crase (`) – Indica fusão da preposição com o artigo. Desta forma não existe crase antes de palavra masculina.
Ex. João voltou à cidade natal.
REGRAS PRÁTICAS:

1. Substituir a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. Se a ou as se transformar em ao ou aos, existe crase.
Ex. João voltou ao país natal.
No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua a ou as por para. Se o certo for para a, use crase.
Ex. Foi à França.
Foi para a França.

2. A combinação de outras preposições com a (para a, na, da, pela e com a) indica se o a ou as deve levar crase.
Ex. Emprestou o livro à amiga.
Emprestou o livro para a amiga.
USA-SE A CRASE AINDA:

1. Nas formas àquela (as), àquele (es), àquilo, àqueloutro.
Ex. Cheguei àquele lugar.

2. Nas indicações de horas, desde que determinada.
Ex. Cheguei às 18 horas.
Chegarão a qualquer hora. (Hora indeterminada).

3. Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas como às pressas, às vezes, à risca, à noite, à direita, à frente, à maneira de, à moda de, à medida que, à espera de, e outros.
Ex. Vive à custa dos outros.

4. Nas locuções que indicam meio ou instrumento, como à bala, à faca, à máquina, à chave, à vista, à venda, à toa, à mão, à fome, e outros. Obs.: Neste caso não se usa a regra pratica de substituir a por aos.
Ex. Morto à faca.

5. Antes dos relativos que, qual e quais, quando o a ou as puderem ser substituídos por ao ou aos.
Ex. É uma situação semelhante à que enfrentamos ontem.
É uma situação semelhante ao que enfrentamos ontem.

Vale ressaltar antes da dinâmica, quando o grupo ia escolher os participantes uma das integrantes usou do “gerundismo” com essa frase: “Vou estar escolhendo algumas pessoas para participar da dinâmica”.

GERUNDISMO E GERÚNDIO

... Você PODE ESTAR RESPONDENDO a duas ou três perguntas?

... Eu VOU ESTAR CONFIRMANDO os dados.

...VAI ESTAR SENDO debitada em conta-corrente.

Esta maneira de falar e de escrever está castigando duramente a nossa Língua Portuguesa. E o que podemos notar é que parece que esse vício de linguagem vem do inglês.

De acordo com a norma culta, é correto dizer, simplesmente:

... Você PODE RESPONDER a duas ou três perguntas?

... Eu VOU CONFIRMAR os dados

....VAI SER DEBITADA em conta-corrente.

GERÚNDIO é uma forma verbal conhecida como FORMA NOMINAL DO VERBO, juntamente com o infinitivo e o particípio. É chamado de forma nominal porque exerce também a função de nome. Esta forma nominal pode e deve ser usada para expressar uma ação em curso ou uma ação simultânea a outra, ou para exprimir a idéia de progressão indefinida. Combinado com os auxiliares ESTAR, ANDAR, IR, VIR, o GERÚNDIO marca uma ação durativa, com aspectos diferenciados:

1. O verbo ESTAR seguido de GERÚNDIO indica uma ação durativa num momento rigoroso:

- Estavam todos DORMINDO

- Estavam todos DEITADOS

2. O verbo ANDAR seguido de GERÚNDIO indica uma ação durativa em que predomina a idéia de intensidade ou de movimentos reiterado:

- José Carlos andava AMANHECENDO sem entusiasmo.

- Andei BUSCANDO uma alternativa melhor para esse dia.

- O país anda agora VIVENDO dias de incerteza quanto ao futuro político.

3. O verbo IR seguido de GERÚNDIO expressa uma ação durativa que se realiza progressivamente ou por etapas sucessivas:

- Chamas de alegria e contentamento vão RAIANDO em seu rosto.

- Vão-se ACENDENDO as estrelas uma a uma, a cada anoitecer.- E as almas VÃO SORRINDO e VÃO ORANDO.

4. VIR, seguido de GERÚNDIO expressa uma ação durativa que se desenvolve gradualmente em direção à época ou ao lugar em que nos encontramos:

- A Gramática não explica como tal expressão VEM SENDO USADA pelos brasileiros.

- A luz de um novo dia VAI CHEGANDO devagar.

Um bom exercício para escrever com coerência é ler, ler, ler. Sobretudo observar a estrutura de introdução, desenvolvimento e conclusão de alguns autores e mentalmente refazer aquele caminho.

Essas são as dicas dos "leitores críticos" da semana Katty Pacheco e Luiz Claudio, alunos também do 6º semestre de Relações Públicas da faculdade unisant’anna.

Katty e Luiz

Sites para pesquisa e Bibliografia:


Por trás das letras:
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=polemica/docs/mudancasortografico1990

Português on-line:
http://www.graudez.com.br/portugues/index.html

Português.com.br - créditos (GERUNDISMO E GERÚNDIO)
http://www.portugues.com.br/

UOL Educação
http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u73.jhtm

Coluna do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins.
http://www.franklinmartins.com.br/naestante_artigo.php?titulo=o-que-e-um-bom-texto-jornalistico

Manual de redação e estilo. O ESTADO DE S. PAULO