O tema abordado pelo grupo "entrevista jornalística", onde o assunto foi bem abordado com diversos exemplos em todo o seu contexto, porém alguns exemplos não ficaram claros para os próprios alunos que apresentaram fazendo com que passassem para o seguinte. O grupo se expressou muito bem perante a sala com poucos erros de concôrdancia e soube utilizar bem palavras chaves em momentos oportunos. Durante o debate dos participantes em sala ouve momentos formais e informais mal utilizados como " você " em vez de " senhor ". Ex: " Soninha você continua fumando maconha ?" " Kassab você não acha importante constituir uma família?" Nesses casos o correto deveria ser utilizado "Senhor(a)" por se tratarem de autoridades.
Senhora
Substantivo: significa dona ou proprietária da casa, mulher nobre, mulher adulta ou casada, mulher indeterminada ("Uma senhora passou por aqui")
Pronome de tratamento: forma cortês ou cerimoniosa de se dirigir a uma mulher casada ou de mais idade que o falante ("A senhora pode esperar um pouco?")
Equivalente masculino em ambos os casos: senhor ("Um senhor passou por aqui" ou "O senhor pode entrar").
Sendo assim, em casos formais é possível usar o título de "senhora" diante do nome completo - prenome e sobrenome - da mulher:
"Firmam o presente contrato a Sra. Fernanda Antunes da Silva e seu advogado, Sr. Pedro Felisbino".
Ou, é claro:
"Firmam o presente contrato D. Fernanda Antunes da Silva e seu advogado, Sr. Pedro Felisbino".
Podemos frisar que na linguagem técnica, como uma sentença, acórdão, parecer, contrato, esses antecedentes são totalmente dispensáveis, seja qual for a autoridade de que se reveste a pessoa aludida. Diga-se sem os parênteses: (o senhor) Marques de Sousa impetrou mandado de segurança contra ato da (senhora) prefeita municipal; ...em face do réu, o (senhor) governador do Estado...; em 12/1/99 contratou (dona) Mirtes Silva; dispôs-se contra a testemunha, a (senhora) tesoureira da Câmara, (D.) Maria do Socorro Alameda.
Concluímos que a apresentação do grupo foi muito boa, o domínio do assunto ficou bem claro para a sala toda fazendo com que tivessemos um ótimo entendimento e nos divertindo com o assunto.
Abraços Letycia, Carol e Silas.
domingo, 31 de agosto de 2008
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2 comentários:
Tratar da informalidade e formalidade no texto oral e escrito é sempre importante. Mas temos de fazer isso com um pouco mais de profundidade.
Formalidade não se reduz ao uso de pronomes de tratamento. É uma complexa rede de relações sociais e linguísticas.
Por exemplo, o grupo afiado desta semana negligenciou uma regra básica da "formalidade linguístico-acadêmica" e copiou trechos de outros blogs (que já haviam copiado de outras fontes) sem mencionar.
Esse fato revela "informalidade acadêmica". É mais ou menos o seguinte: "ninguém vai perceber mesmo, então...".
Outro ponto: a formalidade aparente tem de se revelar na essência do texto e, portanto, do conhecimento do uso formal da língua.
Exemplo: "O tema abordado pelo grupo "entrevista jornalística", onde o assunto foi bem abordado".
Esse trecho é só aparentemente formal, pois revela desconhecimento básico da norma culta e, portanto, formal:
1) "Abordar" é "ir a bordo" e deve ser evitado com o sentido de "tratar/discorrer/discursar".
2) Como se não bastasse um, há dois "abordado" na mesma sentença.
3) "Onde" é pronome relativo e está mal utilizado na frase. O grupo é lugar?
Por essas e outras que eu fico me perguntando: é correto dizer "senhor(a) RP" ou "senhor(a) comunicólogo? Ou deveria dizer "você" ou "cê"?
Aguardo resposta.
Acho que, hoje, estou azedo. Preciso de um antiácido.
Abraço.
Roberto.
Acho que não é necessario "o sr." tomar um anti-ácido e sim os autores revisarem com mais atenção o que escrevem.
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