quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Quadrinhos
Bom, o que dizer de uma apresentação como foi a das meninas que assistimos na última sexta-feira (19/09)? Apenas que não nos restaram dúvidas quando ao tema tratado. Em relação ao que foi dito sentimos muita segurança na fala e quase não houve erros.
Mesmo assim, optamos por uma assunto que estará em alta no ano que vem, a partir de 1º de janeiro de 2009 (jc.uol.com.br/2008/08/18/not_177397.php), entrará em vigor as novas regras de Língua Portuguesa descritos por Marília Mendes.
Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Alfabeto
O alfabeto é agora formado por 26 letras
O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto.
Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano
Trema
Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano
agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça
aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.
Acentuação
Ditongos abertos (ei, OI) não são mais acentuados em palavras paroxítonas
assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico
Obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.
O hiato 'oo' não é mais acentuado
enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo
enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo
O hiato 'ee' não é mais acentuado
crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem
creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem
Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas
pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo) , pêra (substantivo) , péra (substantivo) , pólo (substantivo)
para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo) , pera (substantivo) , pera (substantivo) , polo (substantivo)
Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar DA preposição 'por'
Não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'I (gue, que, GUI, qui)
argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe
argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique
Não se acentua mais 'I e 'u' tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo
baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme
baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume
Hífen
O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas
ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentaçã o, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível
antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentaçã o, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível
Obs: em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.
O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicaçã o, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicaçã o, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.
Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.
Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.
Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.
antiibérico, antiinflamató rio, antiinflacioná rio, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico
anti-ibérico, anti-inflamató rio, anti-inflacioná rio, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico
obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen
obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal 'o', NÃO utliza-se hífen.
Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição
manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento
mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento
Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgiã o, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.
O uso do hífen permanece. Exemplos:
Em palavras formadas por prefixos 'ex', 'vice', 'soto'
ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
Em palavras formadas por prefixos 'circum' e 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N
pan-americano, circum-navegaçã o
Em palavras formadas com prefixos 'pré', 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio
pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
Em palavras formadas pelas palavras 'além', 'aquém', 'recém', 'sem'
além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto
Não existe mais hífen. Exemplos
Exceções
Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais)
cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.
água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa
Regionalismo, Metáforas e Metonímias
Outro assunto que pode ser tratado conforme o que foi exposto pelas meninas são a utilização de regionalização de expressões lingüísticas, metáforas e metonímias em histórias em quadrinho, mas afinal o que é isso?
Há um estudo publicado por Arilda Riani (www.filologia.org.br/viiifelin/24.htm), que diz que “cada nação tem seus usos e costumes transmitidos pela linguagem, que interage social e culturalmente sobre os seus indivíduos. Cada língua representa também as peculiaridades do seu povo, a internalização da sua cultura e a maneira original da representação do mundo que ele conhece”. No Brasil, o regionalismo aparece em várias regiões: sul, norte, nordeste, sudeste, cada uma com um sotaque diferente. Este regionalismo dá-se ao tamanho do Brasil, no qual se torna impossível controlar as regionalidade de cada povo. Para Arilda a marca da identidade cultural do brasileiro está “cordialidade” de sua fala, que tanto pode ser encontrada nas questões pronominais, na atenuação das formas imperativas e na linguagem irreverente sempre guiada por nossas ações emotivas. Nos quadrinhos, o melhor representante desta categoria, sem dúvida é o Chico Bento da Turma da Mônica, criado pelo Mauricio de Souza.
Quanto as metáforas e as metonímias, no site do PEAD - Universidade Federal do Rio de Janeiro (acd.ufrj.br/~pead/tema11/ponto13.html) encontramos as seguintes explicações:
Metáfora é a alteração do sentido de uma palavra ou expressão quando entre o sentido que o termo tem e o que ele adquire existe uma intersecção.
Ex: A urbanização de São Paulo está sendo feita de maneira criminosa, porque está destruindo os pulmões da cidade.
Neste caso, pulmões são as árvores da cidade, representadas como pulmões na frase acima.
Metonímia é a alteração do sentido de uma palavra ou expressão quando entre o sentido que o termo tem e o que adquire existe uma relação de inclusão ou de implicação.
Ex: As chaminés deveriam ir para fora da cidade de São Paulo.
Aqui, as chaminés são as fabricas de São Paulo.
A metonímia distingue-se da metáfora, pois esta se baseia numa intersecção de traços significativos, diferente da metonímia que se fundamenta em relações de inclusão e de implicação. Ambas muito usadas em histórias de quadrinhos.
O que é mais importante um RP saber, é que quando lidamos públicos de diferentes localidades, temos que nos atentar as linguagens regionais e ao uso de brincadeiras de linguagem, estas devem ser entendidas por qualquer leitor para que a mensagem tenha o feito que tanto esperamos: ser compreendida e absorvida. Quando lidamos, por exemplo com uma grande empresa e com filiais em várias partes do Brasil, a história em quadrinho pode ser veículo para a transmissão de uma mensagem de entendimento nacional.
Aline, Camila Amaral e Madeleine.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Artigo de Opinião
A apresentação sobre “Artigo de opinião”, realizada pelo trio - Carol, Letycia e Silas - foi bem estruturada, pois teve domínio do conteúdo e foi adequada à proposta da disciplina.
Porém, falhas na apresentação oral poderiam ter sido evitadas para melhor desempenho do grupo. De uma forma geral, identificamos vícios de linguagem, gírias, gerundismo e alguns erros de concordância.
1. VÍCIOS DE LINGUAGEM E GÍRIAS
Durante a apresentação foram utilizadas com freqüência palavras como “tá”, “né”, “certo”, “entendeu”, etc.
Vícios de linguagem são palavras ou construções que deturpam, desvirtuam ou dificultam a manifestação do pensamento, seja pelo desconhecimento das normas cultas, seja pelo descuido do emissor.
Plebeísmo
O plebeísmo normalmente utiliza palavras de baixo calão, gírias e outras deste mesmo tipo. Exemplos:
"Ele era um tremendo mané!"
"Tô ferrado!"
"Tá ligado nas quebradas, meu chapa?"
2. USO DO GERÚNDIO
Utilização incorreta na aula / forma correta
“... vou tá passando para vocês.” - “Passarei para vocês.” ou “Vou passar para vocês.”.
“... vai tá terminando – “Terminará.” ou “Irá terminar”.
“... vai tá desmembrando o assunto” – “Desmembrará o assunto.” ou “Vai desmembrar.”.
Não devemos usar o gerúndio para reforçar a idéia de progressividade no futuro.
É um problema o emprego do gerúndio, tanto que alguns escritores evitam empregá-lo. Ele constitui uma oração subordinada adverbial e, de certo modo, uma função adjetiva. Para ser bem empregado, o gerúndio deve estar o mais perto possível do sujeito ao qual se refere.
Exemplo: Vi teu filho nadando.
Nadando, vi teu filho. (o sentido é diferente)
O gerúndio traz vários significados diferentes. Abaixo alguns exemplos:
» Gerúndio modal: Chegou alegrando o ambiente.
» Gerúndio temporal: Indica contemporaneidade entre a ação expressa pelo verbo principal e o gerúndio: Vi Henrique conversando.
» Gerúndio durativo: Ficou escrevendo seu livro.
» Gerúndio cuja ação é imediatamente anterior à do verbo principal: Estudando, passou no vestibular em primeiro lugar.
» Gerúndio concessivo: Chovendo, não iria à festa.
» Gerúndio explicativo: Vendo que a suspensão não funcionava, o piloto chamou o mecânico.
3. COMUNICAÇÃO VERBAL
De maneira geral, sugerimos, não só para o trio analisado, mas para toda a sala, que leiam as dicas abaixo, para que possamos evoluir nas apresentações.
Evitar:
- Falar muito baixo ou muito alto;
- Pronunciar mal as palavras;
- Falar muito depressa ou muito devagar;
- Não pronunciar corretamente os termos estrangeiros;
- Utilizar vícios de linguagem: tá?, Né?, OK?, Certo?, Entendeu? Percebe? É isso aí!, Tipo assim..., a gente ...., acho que....;
- Falar de forma robotizada;
- Cometer erros gramaticais;
- Comer os "esses" e "erres";
- Falar de forma estridente;
- Pronunciar as palavras atropeladamente;
- Falar em tom monocórdico;
- Ser prolixo ou monossilábico;
- Coordenar as idéias de forma inadequada;
- Exprimir-se sem objetividade e clareza;
- Fazer uso de termos técnicos para público leigo;
- Não considerar o momento, local e meio mais oportuno para transmitir a mensagem;
- Respirar mal;
- Utilizar argumentos inconsistentes;
- Perder-se no exagero de detalhes;
- Diminuir o volume da voz nos finais das frases;
- Não utilizar bem a pontuação;
- Não enfatizar as idéias principais;
- Abusar do excesso de citações;
- Usar vocabulário inadequado;
- Organizar mal a apresentação;
- Falar com voz áspera de gutural;
- Estruturar mal as idéias.
Conteúdo nos sites:
http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADcios_de_Linguagem
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/linguaportuguesa/morfologia/verbos-gerundio.htm
http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2079
http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/josebferraz/dicasportugues004.asp
http://www.eunicemendes.com.br/art_oquenaofazer.html
No conteúdo sobre Artigo de Opinião escrito no Blog do Blá, destacamos alguns trechos que podem ser melhorados:
1. Uso da pontuação
“Existem diversas maneiras de se elaborar a introdução de um artigo de opinião são alguns modelos sugestivos, e não regras...”.
Neste caso, utilizaríamos o texto da seguinte forma:
“Existem diversas maneiras de se elaborar a introdução de um artigo de opinião. Não há regras, e sim alguns modelos sugestivos...”.
2. Atenção na hora de digitar textos
A palavra correta seria “elaborada”.
Parabenizamos o trio pela apresentação e pelo conteúdo compartilhado com a sala na última aula.
Abraços,
Claudia, Giselli e Viviane.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Textos Humorísticos
Cômico de situação: Reproduz cena real do cotidiano.
Conhecimento prévio: Diante deste cenário, a mãe possui o conhecimento que o filho não tem como se mudar para Marte.
Conhecimento prévio: Todos conhecem a história da Mônica e do Cebolinha.
Cômico de cárater: um dos personagens possui forte personalidade.
Intertextualidade
Grosso modo, pode-se definir a intertextualidade como sendo um "diálogo" entre textos. Esse diálogo pressupõe um universo cultural muito amplo e complexo, pois implica na identificação e no reconhecimento de remissões a obras ou a trechos mais ou menos conhecidos. Dependendo da situação, a intertextualidade tem funções diferentes que dependem dos textos/ contextos em que ela é inserida.
Evidentemente, o fenômeno da intertextualidade está ligado ao "conhecimento de mundo", que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao produtor e ao receptor de textos.
O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento,não se restringindo única e exclusivamente a textos literários.
Tipos de intertextualidade
Pode-se destacar oito tipos de intertextualidade:
Epígrafe - constitui uma escrita introdutória a outra.
Em literatura, epígrafe é um título ou frase curta, que, colocado no início de uma obra, serve como tema ou assunto para resumir ou introduzir a mesma.
Exemplo de epígrafe:
"[...] nada é fixo para aquele que alternadamente pensa e sonha [...]"
Gaston Bachelard
Citação -. Segundo a norma NBR 10520:2002, elaborada pelo Comitê Técnico 014 (Informação e Documentação) da Associação Brasileira de Normas Técnicas, citação numa produção textual é a "Menção de uma informação extraída de outra fonte", tais como (livros, periódicos, vídeos, sites e etc).
As citações na produção textual são feitas para apoiar uma hipótese, sustentar uma idéia ou ilustrar um raciocínio. Sua função é oferecer ao leitor o respaldo necessário para que ele possa comprovar a veracidade das informações fornecidas e possibilitar o seu aprofundamento..
Citação direta
A citação direta refere-se à transcrição integral de uma parte do texto pesquisado. Essa transcrição literal deverá ser apresentada entre "aspas", (se for até 3 linhas, caso contrário, aparecerá recuada 4 cm da margem esquerda, utilizando-se fonte menor e espaçamento simples) seguida do sobrenome do autor, ano da publicação, sendo indispensável indicar o número da página de onde foi extraída a transcrição.
Segundo Vieira (1998, p.5) o valor da informação está "diretamente ligado à maneira como ela ajuda os tomadores de decisões a atingirem as metas da organização".
Ou
Segundo Vieira, o valor da informação está "diretamente ligado à maneira como ela ajuda os tomadores de decisões a atingirem as metas da organização". (2)
Outra variação é quando o sobrenome é colocado entre parênteses juntamente com o ano e página; neste caso, porém, o sobrenome aparece todo com letras maiúsculas. Exemplo:
O valor da informação está "diretamente ligado à maneira como ela ajuda os tomadores de decisões a atingirem as metas da organização" (VIEIRA, 1998, p.5).
Citação indireta
É a transcrição das idéias do autor consultado, porém usando as suas palavras, ou seja, parafraseando. A idéia expressa continua sendo de autoria do autor que você consultou, por isso, é necessário citar a fonte: dar crédito ao autor da idéias, sendo desnecessário indicar o número da página de onde a idéia foi extraída.
O valor da informação está relacionado com o poder de ajuda aos tomadores de decisões a atingirem os objetivos da empresa (FRUTAO, 1998).
Uso em excesso
O uso excessivo de citações em teses e artigos acadêmicos prejudica a criação de conhecimento novo, é o que afirma Augusto de Franco[1] (Coordenador-geral da Agência de Educação para o Desenvolvimento) . Isto se daria pelo fato de ao utilizar as citações de outros autores para legitimar o seu conteúdo, o escritor estaria deixando de lado a sua própria capacidade de argumentação, o que termina favorecendo a cópia de conhecimentos já consolidados ao invés de criar novos.
Paráfrase - consiste em, reescrever com suas palavras as idéias centrais de um texto. Consiste em um excelente exercício de redação, uma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza e precisão vocabular. A paráfrase mantém o sentido do texto original.
Exemplo de paráfrase
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paráfrase
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra...
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas idéias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal.
Paródia - é uma imitação, na maioria das vezes cômica, de uma composição literária, (também existem paródias de filmes), sendo portanto, uma imitação que geralmente possui efeito cômico, utilizando a ironia e o deboche. Ela geralmente é parecida com a obra de origem, e quase sempre tem sentidos diferentes. Na literatura a paródia é um processo de intertextualização, com a finalidade de desconstruir um texto.
Exemplos de Paródia
"*Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá."
(Canção do exílio - Gonçalves Dias)
A paródia de Oswald de Andrade:
"Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
Reparem que "palmares", na verdade trata-se do Quilombo dos Palmares, ou seja, a expressão do nacionalismo crítico do movimento modernista.
Pastiche - é definido como obra literária ou artística em que se imita grosseiramente o estilo de outros escritores, pintores, músicos, etc. O pastiche pode ser plágio, por isso tem sentido pejorativo, ou é uma recorrência a um gênero. Modernamente, o pastiche pode ser visto como uma espécie de colagem ou montagem, tornando-se uma paródia em série ou colcha de retalhos de vários textos. No trecho abaixo, Machado de Assis, em seu conto "O cônego ou a metafisíca do estilo", faz um pastiche bíblico:
· Vem do Líbano, esposa minha, vem do Líbano, vem... As mandrágoras deram o seu cheiro. Temos as nossas portas toda a casta de pombos...”
·"eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que se encontrardes com meu amado, lhe façais saber que estou enferma de amor... "
Era assim, com essas melodia do velho drama de Judá, que procuravam um ao outro na cabeça do cônego Matias um substantivo e um adjetivo... Não me interrompas, leitor precipitado.(...)
Tradução - é uma atividade que abrange a interpretação do significado de um texto em uma língua — o texto fonte — e a produção de um novo texto em outra língua mas que exprima o texto original da forma mais exata possível na língua destino; O texto resultante também se chama tradução. E faz parte da Intertextualidade porque implica em recriação de um texto.
Exemplo de tradução
Once upon a midnight dreary, while i ponde-red
weak ande weary
Over many a quaint and curious volume of for-got-
tem lore, while i modded, neraly napping, su-ddenly
there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at may
chamber door
Only this and nothing more.
(Edgar A. Poe)
Tradução
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
‘Uma visita’ eu me disse, ‘está batendo a meus umbrais
E só isto, e nada mais.
Referência
Dentre os diversos tipos de referência destacaremos a bibliográfica.
Referência bibliográfica ou citação bibliográfica (não confundir com citação) é um conjunto de elementos de uma obra escrita (como título, autor, editora, local de publicação e outras) que permite a sua identificação.
A um conjunto de referências bibliográficas, normalmente apresentadas no final de uma obra, dá-se o nome de Bibliografia (sendo igualmente correcto manter a designação "referências bibliográficas" ou apenas "referências".)
Exemplo de referência bibliográfica
Referências
SANT’ANNA, Affonso Romano de. Paródia, paráfrase & Cia, 7.ed. São Paulo: Ática, 2000.
Site acessado em 07/09/2008 às 16:10.
domingo, 31 de agosto de 2008
Entrevista Jornalística
Senhora
Substantivo: significa dona ou proprietária da casa, mulher nobre, mulher adulta ou casada, mulher indeterminada ("Uma senhora passou por aqui")
Pronome de tratamento: forma cortês ou cerimoniosa de se dirigir a uma mulher casada ou de mais idade que o falante ("A senhora pode esperar um pouco?")
Equivalente masculino em ambos os casos: senhor ("Um senhor passou por aqui" ou "O senhor pode entrar").
Sendo assim, em casos formais é possível usar o título de "senhora" diante do nome completo - prenome e sobrenome - da mulher:
"Firmam o presente contrato a Sra. Fernanda Antunes da Silva e seu advogado, Sr. Pedro Felisbino".
Ou, é claro:
"Firmam o presente contrato D. Fernanda Antunes da Silva e seu advogado, Sr. Pedro Felisbino".
Podemos frisar que na linguagem técnica, como uma sentença, acórdão, parecer, contrato, esses antecedentes são totalmente dispensáveis, seja qual for a autoridade de que se reveste a pessoa aludida. Diga-se sem os parênteses: (o senhor) Marques de Sousa impetrou mandado de segurança contra ato da (senhora) prefeita municipal; ...em face do réu, o (senhor) governador do Estado...; em 12/1/99 contratou (dona) Mirtes Silva; dispôs-se contra a testemunha, a (senhora) tesoureira da Câmara, (D.) Maria do Socorro Alameda.
Concluímos que a apresentação do grupo foi muito boa, o domínio do assunto ficou bem claro para a sala toda fazendo com que tivessemos um ótimo entendimento e nos divertindo com o assunto.
Abraços Letycia, Carol e Silas.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Crônica Literária
A atividade proposta pelo grupo responsável pelo tema “Crônica Literária”, na qual os alunos tiveram que redigir uma crônica sem o conhecimento do texto em sua totalidade, levou-nos a postar sobre a importância da coesão e da coerência em uma estrutura textual. A produção de trechos desconexos no objetivo de redigir uma crônica sobre o tema “Como a China recebe o mundo e como o mundo recebe a China” resultou em textos confusos, incoerentes e até mesmo, muito engraçados.
A relação lógica entre as idéias expressadas deve resultar em um princípio de interpretabilidade no qual as informações sejam claras, tenham sentido e não sejam contraditórias.
- Maria não participou das Olimpíadas de Pequim.
. - Ela não sabe onde foram realizadas as primeiras Olimpíadas do mundo.
. - Diego Cielo ganhou uma medalha de ouro nas Olimpíadas.
. - Os Estados Unidos estão na segunda colocação das Olimpíadas de Pequim.
- Substituição: Quando uma palavra ou expressão substitui as anteriores;
- Reiteração: Quando se repetem as formas no texto;
- Conjunção: Quando uma palavra, expressão ou oração se relaciona com outras antecedentes por meio de conectores gramaticais;
- Concordância: Quando se obtém uma sequência gramaticalmente lógica, em que todos os elementos concordam entre si (tempos e modos verbais correlacionados, regências verbais corretas, gênero gramatical corretamente atribuído, coordenação e subordinação entre as orações).
A coerência de um texto inclui fatores como o conhecimento que o produtor e o receptor têm do assunto abordado no texto, conhecimento de mundo, o conhecimento que esses têm da língua que usam e intertextualidade.
Novas Regras Gramaticais da Língua Portuguesa
Para os interessados, o Guia está disponível no link:
http://www.livrariamelhoramentos.com.br/Guia_Reforma_Ortografica_Melhoramentos.pdf
Na apresentação do grupo referente ao tema Crônicas Literárias, notamos a utilização do trema na palavra “freqüente”. Os editores de texto disponíveis no computador, ainda não estão adequados e atualizados com as novas regras ortográficas e, por este motivo, acreditamos que tenha sido ajustado automaticamente pelo programa. Esta palavra deverá perder o trema assim que o acordo for implantado.
Ressaltamos um parágrafo do Guia Prático, a fim de esclarecer um pouco mais sobre a nova regra:
.
Utilização da palavra "Obrigado"
Notamos também que ao final da apresentação, a palavra “OBRIGADO!!!” foi inserida incorretamente, pois trata-se de um grupo formado apenas de pessoas do sexo feminino.
A palavra OBRIGADO, vem do verbo obrigar e no caso de agradecimento é um adjetivo, cujo o significado é que se sente um devedor de um favor, de uma amabilidade, agradecido, grato. Significa portanto, sentir-se obrigado a alguém por algo. Por ser adjetivo, deve concordar com o elemento a que se refere em gênero, ou seja, masculino ou feminino, dependendo da pessoa que se sentir obrigada a retribuir um favor. Portanto, um homem deve agradecer usando a palavra obrigado e uma mulher obrigada.
Curiosidade: Em resposta ao agradecimento, já que obrigado significa sentir-se obrigado a alguém por algo, pode-se responder à pessoa “por nada” ou “não há de quê”. Muitas pessoas respondem inadequadamente e utilizam o “obrigado você”. No caso, o correto seria “obrigado eu” ou “obrigado a você” ou então “eu que agradeço”.
Essas foram as observações ortográficas das leitoras críticas Carla, Daniele Rosati e Karen.
Referências Bibliográficas:
Site: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa
http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/C/coerencia_coesao.htm
Site: Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321371.shtml
Site: Guia Prático da Nova Ortografia
http://www.livrariamelhoramentos.com.br/Guia_Reforma_Ortografica_Melhoramentos.pdf
Site: Gramática Online
domingo, 17 de agosto de 2008
Bem vindos ao Blog Língua Afiada
O tópico – Histórico
Essa frase não ficou clara, uma sugestão:
“... Os presos representados pelos Ombudsman que foram criados nos presídios, também houveram outros representantes das minorias raciais e mais adiante, já no inicio de 1900 o dos consumidores”.
O tópico – No Brasil
1985 a função foi iniciada pela Rhodia sendo representada por Maria Lúcia Zülzke.
Em 1991, surgiu o 1º Ombudsman da imprensa brasileira, o jornalista Caio Túlio Costa.
1993 Vera Giangrande, profissional de Relações Públicas e importante Ombudsman brasileira no varejo, que consolidou a função, frente ao Grupo Pão de Açúcar.
O tópico - Principais Características
O USO DO HÍFEN
Exemplos:
Pós-operatório, pré-escolar, pró-europeu.
ACENTO AGUDO
Monossílabos tônicos terminados em a, e, o (seguidos ou não de s) pá, pé, pó, pás, pés, pós, lê, vê, dê, hás, crês.
Percebemos falta do acento agudo e do hífen na palavra “Pró-atividade”, quando foi apresentado o seminário na sala de aula e corrigido na postagem para o blog.
O tópico – Habilitação
“... Ele soma a sua missão de facilitador aquela de catalisador da mudança.”
Neste caso, aquela não tem crase pelo artigo ter sido colocado no começo da frase, ou ficaria assim:
Ele soma sua missão de facilitador àquela de catalisador da mudança.
CRASE
Ex. João voltou à cidade natal.
1. Substituir a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. Se a ou as se transformar em ao ou aos, existe crase.
Ex. João voltou ao país natal.
No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua a ou as por para. Se o certo for para a, use crase.
Ex. Foi à França.
Foi para a França.
Ex. Emprestou o livro à amiga.
Emprestou o livro para a amiga.
USA-SE A CRASE AINDA:
Ex. Cheguei àquele lugar.
Ex. Cheguei às 18 horas.
Chegarão a qualquer hora. (Hora indeterminada).
Ex. Vive à custa dos outros.
Ex. Morto à faca.
Ex. É uma situação semelhante à que enfrentamos ontem.
É uma situação semelhante ao que enfrentamos ontem.
Vale ressaltar antes da dinâmica, quando o grupo ia escolher os participantes uma das integrantes usou do “gerundismo” com essa frase: “Vou estar escolhendo algumas pessoas para participar da dinâmica”.
4. VIR, seguido de GERÚNDIO expressa uma ação durativa que se desenvolve gradualmente em direção à época ou ao lugar em que nos encontramos:
Um bom exercício para escrever com coerência é ler, ler, ler. Sobretudo observar a estrutura de introdução, desenvolvimento e conclusão de alguns autores e mentalmente refazer aquele caminho.
Essas são as dicas dos "leitores críticos" da semana Katty Pacheco e Luiz Claudio, alunos também do 6º semestre de Relações Públicas da faculdade unisant’anna.
Sites para pesquisa e Bibliografia:
Por trás das letras:
Português on-line:
http://www.graudez.com.br/portugues/index.html
Português.com.br - créditos (GERUNDISMO E GERÚNDIO)
http://www.portugues.com.br/
UOL Educação
http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u73.jhtm
Coluna do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins.
http://www.franklinmartins.com.br/naestante_artigo.php?titulo=o-que-e-um-bom-texto-jornalistico
Manual de redação e estilo. O ESTADO DE S. PAULO